Considerar Cristo, contínua e inteligentemente, tal como Ele é, transformará a pessoa num perfeito cristão, pois “pela contemplação somos transformados”.

Ministros do evangelho têm uma inspirada ordenança para conservarem o tema, Cristo, continuamente perante as pessoas e dirigir a atenção de todos somente a Ele. Paulo declarou aos coríntios:

Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (I Cor. 2:2).

E não há razão para supor que sua pregação aos coríntios fosse diferente em qualquer respeito de sua pregação noutros lugares. De fato, ele nos diz que quan­do Deus lhe revelou o Seu Filho, foi para que O pregasse entre os gentios (Gál. 1:15,16), e sua alegria era que havia sido dada a ele graça para “pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Efés. 3:8).

Mas o fato de que os apóstolos fizeram de Cristo o peso de toda a sua pregação não é nossa única base para magnificá-Lo. O Seu nome é o único nome, sob o Céu, dado aos homens pelo qual podemos ser salvos (At. 4:12). O próprio Cristo declarou que nenhum homem pode ir ao Pai senão por intermédio Dele (Jo. 14:6). A Nicodemos Ele disse:

E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que Nele crê tenha a vida eterna” (Jo. 3:14, 15).

Esse “levantar” de Jesus, conquanto diga primariamente a respeito da Sua crucifixão, abrange mais do que um mero fato histórico; significa que Cristo deve ser “levantado” por todos quantos creem Nele como o Redentor crucificado, cuja graça e glória são suficientes para suprir todas as maiores necessidades do mundo; significa que deve ser “levantado” em todo o Seu imenso amor e poder como “Deus conosco”, a fim de que Sua divina atra­ção possa atrair-nos para junto Dele (João 12:32).

A exortação para termos consideração por Jesus, e também a razão para isso, é dada em Hebreus 12:1-3:

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando fir­memente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, Aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra Si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossas almas”.

É somente por considerar Jesus, constantemente e com oração, tal como é revelado na Bíblia, que podemos nos guardar de tornar-nos cansados de fazer o bem e de desanimar pelo caminho.

Novamente, devemos ter consideração por Jesus porque Nele “todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Col. 2:3). A quem quer que falte sabedoria é indicado pedir a Deus, que a concede liberalmente sem lançar em rosto, e a promessa é que lhe será concedida. Mas a desejada sabedoria somente pode ser obtida em Cristo. A sabedoria que não procede de Cristo e que, em consequência, não conduz a Ele é somente loucura, pois Deus, como fonte de todas as coisas, é o Autor da sabedoria. A ignorância de Deus é a pior sorte de insensatez (Rom. 1:21, 22), e todos os tesouros da sabedoria e conhecimento estão ocultos em Cristo, de modo que quem tem somente a sabedoria deste mundo nada sabe. E uma vez que todo o poder no Céu e na Terra é dado a Cristo, o apóstolo Paulo declara que Cristo é “o poder e a sabedoria de Deus” (I Cor. 1:24).

Há, contudo, um texto que brevemente resumiria tudo quanto Cristo é para o homem e oferece a razão mais abrangente para O buscarmos:

Mas vós sois Dele, em Cristo Jesus, o qual Se nos tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (I Cor. 1:30).

Somos ignorantes, ímpios e perdidos. Cristo é para nós justiça e redenção. Que abrangência! Da ignorância e pecado à justiça e redenção. A mais elevada aspiração ou necessidade do homem não pode atingir os limites do que Cristo é para nós. Esta é razão suficiente para que todos os olhos devam estar fixos Nele.

(Fonte: Cristo e Sua Justiça, pag 9-11).

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“Cristo e Sua Justiça” é um livro que apresenta de maneira mais preeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Apresenta a justificação pela fé no Fiador; convida o povo para receber a justiça de Cristo!

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